28/03/2011 15:42 - Brasil-Noruega definem prioridades para desenvolvimento da pesca e aquicultura
Reduzir o desmatamento na Amazônia, aumentar o PIB e o IDH brasileiros por meio da produção de peixes são tidas como enfoque pelo governo brasileiro para fazer girar a roda econômica da pesca e aquicultura nacional. Para isso, uma das ações está diretamente ligada ao governo norueguês. Um encontro entre Brasil-Noruega deve dar início a um plano de desenvolvimento da Pesca e Aquicultura para região Amazônica e o Brasil a partir desta segunda-feira (28/3), em Manaus (AM).
Até a próxima quinta-feira (31/3), autoridades e técnicos da Noruega estarão reunidos com o governo brasileiro para planejar a execução do acordo de cooperação formalizado entre os dois países em 2009.
Maior importador, em volume, de bacalhau da Noruega, o Brasil quer se aproximar das experiências e da tecnologia desenvolvida e utilizada pelos noruegueses para produção de pescado em cativeiro. Cita-se como exemplo, os investimentos em infraestrutura, laboratórios, sistema de monitoramento e formas de gestão do cultivo de peixe. A preocupação com a qualidade da água e controle de enfermidades – sanidade aquícola – também é vista com grande interesse pelo país
De outro lado, o país europeu, assim como os demais que integram o ranking mundial dos principais produtores, tem olhado o Brasil como um “gigante adormecido” das águas. Somado s condições climáticas e geográficas – 12% da água doce do planeta e 8 mil e 500 km de costa – as ações dos últimos oito anos tem atraído a atenção internacional sobre o Brasil que desenvolve o setor pesqueiro e aquícola sob o prisma da economia produtiva, inclusiva e sustentável.
“O Brasil quer caminhar, hoje, para o que é considerado modelo de gestão ambiental sustentável na pesca e aquicultura mundial”, frisou Ideli. Por isso, explica, a pauta construída para subsidiar as tratativas neste encontro bilateral abrange o que é de interesse comum aos dois países. Isto significa que os temas escolhidos são centrais e devem ser debatidos com bastante clareza e compreensão, continuou.
Trata-se da gestão governamental da pesca e aquicultura, como o modelo brasileiro; do intercâmbio entre instituições de pesquisa, formação e capacitação profissional – considerado um grande desafio para o Brasil; e, ainda, a criação de peixes no bioma amazônico, vista como uma atividade que gera renda para as comunidades ribeirinhas e como um caminho para redução dos altos índices de desmatamento da floresta devido concentração de outras cadeias produtivas, como a bovina.
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